ARTES VISUAIS
Do Ponto ao Píxel
Georges Seurat [1859–1891] nasceu na capital francesa, em uma família de classe média, durante a Revolução Industrial — período de rápidas mudanças sociais, tecnológicas e culturais no mundo, que transformou profundamente a paisagem urbana e a percepção do tempo e do espaço.
No efervescente mundo da arte na Paris do final do século dezenove, Seurat acreditava que a arte poderia ser governada por princípios tão precisos quanto os da física ou da música. A beleza surgia da harmonia de cor, forma e composição, transformando a ênfase impressionista na luz em uma exploração estruturada de como o olho humano percebe os detalhes visuais. A mesma unidade básica analógica e digital: o artista não mistura as cores na paleta; é o olhar do espectador que traduz a assemblagem dos pontos \ píxeis isolados, a uma certa distância, para visualizar a imagem final.
Através de sua técnica pioneira do Pontilhismo, Seurat transformou a ênfase impressionista na luz em uma exploração estruturada de como o olho humano percebe os detalhes visuais.O Pontilhismo Neo-Impressionista de Seurat no século XIX utilizava pontos de tinta pura no canvas de linho; a partir do século XX, a Pixel Art usa o píxel de luz nas telas.
Passado mais de um século, a conexão conceitual entre esses dois movimentos – O Pontilhismo e a Pixel Art – é notável.
Quatro grandes museus abrigam os maiores acervos de Seurat. Em uma eventual visita a essas cidades, que tal conferir sua obra de perto?
Metropolitan Museum of Art, Nova York
Musée d’Orsay, Paris
The National Gallery, Londres
Kröller-Müller Museum, Otterlo
