Projetos de Design para Atores, Cantores e Trade Turístico
Consultoria, Curadoria e Identidade Visual para Artistas, Instituições Culturais e Corporativas
TRABALHOS SELECIONADOS
O acervo reunido integra comunicação visual, materiais editoriais e localização multilíngue em uma entrega centralizada e sem intermediários, refletindo o rigor técnico e estético aplicado a cada demanda.
Estudo de Caso #1 | Design para Instagram
O projeto apresenta a transposição do Estilo Tipográfico Internacional — Design Suíço — para o ambiente de redes sociais. O objetivo é estabelecer um padrão de leitura maduro para o segmento de arte e cultura, afastando-se do conteúdo digital descartável e ruidoso para entregar valor e autoridade a marcas e personalidades de prestígio.
A estrutura utiliza carrosséis de três lâminas que integram o espaço gráfico para construir uma experiência panorâmica contínua na linha do tempo. Texto e imagem operam sob a mesma lógica matemática: a redação técnica é calculada de acordo com o limite de caracteres para não romper o grid, enquanto as palavras-chave estabelecem conexões visuais e conceituais com os elementos de cena.
Arquitetura Tipográfica e Copy
A identidade do projeto desdobra-se em um sistema tipográfico híbrido, planejado para garantir legibilidade e impacto na interface digital. Os cabeçalhos utilizam uma tipografia sem serifa de proporções condensadas e desenho geométrico, conferindo peso vertical e presença arquitetônica aos títulos principais. O corpo do texto adota uma família tipográfica sem serifa de alta legibilidade, otimizada para a reprodução nítida em telas e essencial para a construção de microtipografias complexas.
Para a distribuição do conteúdo nos carrosséis, introduziu-se intencionalmente uma tipografia com serifa slab. Essa quebra calculada interrompe o padrão estético comum das redes sociais e remete à sofisticação de catálogos editoriais impressos. Cada parágrafo é tratado como uma mancha geométrica integrada ao grid, onde o espaçamento e o volume de caracteres são ajustados milimetricamente para eliminar palavras órfãs e garantir o equilíbrio estático do layout durante o movimento de deslizamento swipe.
As imagens estáticas sequenciais cruzam a linha de corte dos slides. A progressão das duas reproduções de Seurat — uma em alta definição e a outra pixelada — conduz o espectador a compreender a mensagem de comparação de forma direta. As telas são fragmentadas pelo tempo, mas totalmente unificadas através do conceito dos pequenos pontos. Esse gradiente de resolução funciona como um vetor de indução ocular, guiando o olhar para o gesto de deslize swipe até o terceiro quadro, onde a imagem se estabiliza, apresentando a última e inacabada obra do artista.
Estudo I - Do Ponto ao Píxel
O primeiro carrossel estabelece a relação e a evolução formal direta do Neo-Impressionismo à Pixel Art. O layout adota um grid assimétrico que destina 40% da tela para o bloco de texto superior e 60% para a base visual. O preenchimento em branco isola o conteúdo e cria um momento de silêncio na plataforma.
As imagens estáticas sequenciais cruzam a linha de corte dos slides. A progressão das duas reproduções de Seurat — uma em alta definição e a outra quadriculada — conduz o espectador a compreender a mensagem de comparação de forma direta. As telas são fragmentadas pelo tempo, mas totalmente unificadas através do conceito dos “pequenos pontos”. Esse gradiente de resolução funciona como um vetor de indução ocular, guiando o olhar para o gesto de deslize (swipe) até o terceiro quadro, onde a imagem se estabiliza.
Estudo II - A Ilusão do Depois
No segundo carrossel, a geometria da página organiza a cronologia e o espaço para tratar da impermanência com referências na música e no cinema. Há uma interrupção de simetria na terceira área por meio de uma caixa sólida de cor, que atua como barreira visual no encerramento da leitura horizontal, contrabalançando o peso do título posicionado no início.
A engenharia de movimento utiliza vídeo em autoplay na metade inferior, operando como uma película cinematográfica filmstrip. A mídia desafia as limitações da plataforma ao cruzar a linha de corte dos blocos: o vídeo surge fragmentado no primeiro slide e revela-se completo apenas no quadro seguinte.
Esse posicionamento estratégico subverte a estética tradicional do formato, utilizando o movimento físico de deslizamento swipe como elemento necessário para abrir e consumir a mídia em tempo real. A exibição roda sem interrupção em contagem regressiva exata: 2011, 2007 e 2003.
Conforme o usuário arrasta os elementos, a animação acompanha o ritmo da mensagem escrita sobre o passar dos anos através de uma transição na luminosidade e na proximidade dos planos: começa em cena externa diurna de forte contraste, passa por enquadramento médio de estúdio com luz difusa e finaliza em plano fechado em preto e branco.
Estudo III - Anelo de Sangue
O terceiro carrossel materializa graficamente a resposta trágica à angústia da impermanência abordada no estudo anterior. A narrativa apoia-se no filme The Hunger para explorar o preço da busca gótica pela imortalidade e o vazio da solidão eterna. Visualmente, a estrutura mantém a divisão proporcional rígida do grid, organizando uma sequência horizontal de retratos em plano fechado que documentam a transformação dos personagens.
A tipografia rompe a neutralidade monocromática e assume a tonalidade reservada à categoria de Cinema dentro do sistema de identidade visual.
Esse contraste cromático intencional não apenas guia o movimento de swipe até a lâmina final, como atua como o fechamento conceitual das referências do projeto, consolidando a mensagem e a retenção do público de forma puramente subliminar.
O diferencial do método reside na arquitetura de referências cruzadas [inter e intra-posts], em uma engenharia narrativa invisível, com o objetivo de demonstrar que a densidade cultural e o controle da escrita são as ferramentas mais eficazes para fixar mensagens de forma subliminar.
No primeiro exemplo, a evolução formal vai do Neo-Impressionismo à Pixel Art. No segundo, rompe-se a barreira do tempo para mostrar que, quase um século e meio depois, a ópera oitocentista de Delibes e o R&B contemporâneo dividem o mesmo núcleo existencial sobre a urgência da vida.
Essa teia semiótica estende-se até o terceiro exemplo com o filme The Hunger, cuja abertura traz a banda Bauhaus, conectando a música de Delibes — presente no primeiro estudo pela sua contemporaneidade com Seurat e por ter um importante papel na trilha sonora de Fome de Viver — ao universo gótico e à busca trágica pela imortalidade diante da impermanência.
The Metropolitan Museum of Art - Director's Tour - A Walking Guide
Tradução em Português do Guia de Visita do Diretor




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